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Actualizado às 5:52 PM, Aug 18, 2019

«Rogue One: Uma História de Star Wars» - crítica

Destaque «Rogue One: Uma História de Star Wars» - crítica

Num ano recheado de super-heróis, uma parafernália imensa de poderes e explosões, poderíamos dizer que as novas adições a fórmulas algo gastas nada acrescentam. Bem, nem sempre, e «Rogue One: Uma História de Star Wars» mostra-nos que tudo depende da abordagem da história e da fidelidade à essência da saga. A prequela de «Star Wars: Episódio IV – Uma Nova Esperança» (1977) conta-nos a forma como a Rebelião conseguiu roubar os planos estruturais da Estrela da Morte, essenciais para a derrota do Império, tendo Jyn Erso (Felicity Jones) como a líder pouco provável de um grupo diversificado de heróis que se une por uma causa.

Gareth Edwards, fã inveterado de Star Wars, respeita a saga, celebrando-a, numa realização que acerta, apesar de não ser muito ambiciosa (perdendo alguns pontos quando comparada, por exemplo, à de J.J. Abrams em «Star Wars: O Despertar da Força», 2015). O compositor Michael Giacchino estreia-se no franchise, assinando uma bela banda-sonora, que ajuda a contar a história e a incrementar o dramatismo de algumas cenas. Destaque ainda para a fotografia de Greig Fraser, que consegue mais um bom trabalho após «Lion – A Longa Estrada Para Casa», levando-nos numa viagem oscilante entre o desespero e a esperança, traduzindo para a tela elementos identitários da saga.

A escolha de casting é profícua em boas interpretações – Felicity Jones, Riz Ahmed e Ben Mendelsohn destacam-se – apesar de os personagens não terem grande corpulência, realçando-se K-2SO (Alan Tudyk), um dróide Imperial reprogramado que diz tudo o que lhe apetece. Além disso, há um certo desperdício de atores que poderiam ter um maior realce, como Forest Whitaker e Mads Mikkelsen. Quem dá o ar de sua graça é Darth Vader (mais uma vez com voz de James Earl Jones), o vilão supremo, numa participação de poucas cenas mas que se revelam cheias de significado e pujança. Neste sentido, os fãs irão, decerto, deliciar-se com alguns easter eggs, cameos inesperados que dão mais um charme à obra. Aliás, os fãs serão mesmo os grandes apreciadores – o filme é para eles.

«Rogue One: Uma História de Star Wars» tem um tom mais maduro e menos airoso do que qualquer outra obra da saga, consistindo mais num filme de guerra. Apesar de não conseguir suplantar-se ao recente «Star Wars: O Despertar da Força», que encerrava em si uma maior abrangência narrativa e carisma, esta tentativa de fugir da linha canónica intergaláctica é uma boa surpresa e a prova de que talvez ainda haja muitas boas histórias para contar, numa série que chegou ao Cinema há já quase quatro décadas. Afinal de contas, a Força ainda tem truques na manga.

quatro estrelas

Título Nacional Rogue One: Uma História de Star Wars Título Original Rogue One Realizador Gareth Edwards Actores Felicity Jones, Diego Luna, Alan Tudyk Origem Estados Unidos Duração 134’ Ano 2016

Mídia

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