logo

Entrar
Actualizado às 12:40 PM, Oct 22, 2019

Esquadrão Suicida - Joker

1ª aparição na bd: Batman, nº 1 (1940)

Nome verdadeiro: Desconhecido
Quem é: Muito violento, Joker adora o caos e faz de tudo para potenciá-lo. Perigoso até ao tutano, é o maior e mais imprevisível inimigo de Batman. Absolutamente louco, vive sem regras e é um mestre no mundo do crime.
poderes: Joker não tem propriamente poderes mas contém uma vastidão de dispositivos bélicos, bem como armas químicas (gases venenosos e toxinas). Todavia, apesar disso, o que o torna um verdadeiro perigo é o facto de ser impossível prever o que vai fazer a seguir.

Sem qualquer dúvida, Joker é uma das figuras mais conhecidas da cultura popular das últimas décadas. Começou pela banda desenhada mas ganhou ainda mais notoriedade no grande ecrã. Agora, após 8 anos de interregno, volta a ser retratado na Sétima Arte e as expectativas são muito altas. Foi David Ayer quem decidiu que Joker deveria entrar em «Esquadrão Suicida», apostando muito neste regresso. O norte-americano Jared Leto foi o ator escolhido e está ciente da incumbência: “Foi uma absoluta honra ser convidado para interpretá-lo e não o encarei de forma leve. Senti a responsabilidade de trabalhar o mais possível e fazer o melhor que pudesse. Há muitas pessoas que se preocupam muito com estas personagens e tenho muito respeito por isso. Sabia que ia ter de mergulhar de forma profunda e ir para um lugar em que nunca tinha estado”. Jared Leto será o quarto ator a interpretar a personagem no Cinema, seguindo-se a Caesar Romero, Jack Nicholson e Heath Ledger, que venceu o Óscar de Melhor Ator Secundário (a título póstumo) pela sua visceral e inesquecível performance em «O Cavaleiro das Trevas» (2008). “O trabalho que tem sido feito por tantas pessoas com este personagem tem sido muito impactante, incrível, divertido, profundo, arriscado”, considera Leto. Ayer refere que “foi uma oportunidade incrível para reinventar” o personagem, já que Joker tem evoluído ao longo do tempo. “Não julgo que deveríamos congelá-lo e não deixá-lo evoluir connosco enquanto evoluímos como público”. Leto assinala que, logo nas primeiras conversas com Ayer, ficou nítida a sensação de que o cineasta “queria fazer algo completamente diferente. Ele queria quebrar algumas regras e isso é muito cativante. Tive a sensação que ele estava numa missão e que, para ele, não se tratava apenas de um filme. Ele tinha muita paixão e ideias e era também muito determinado, o que é necessário quando caminhas num terreno agitado. As suas ideias e energia foram infecciosas e sabia que tinha de fazer parte da aventura”.

“O Joker é um ícone, uma lenda, o vilão dos vilões e parece que é o que mais se diverte. É difícil não ser fã disso”, salienta Jared Leto. “Penso que, provavelmente, o Joker se alimenta de ressentimento (...). Quanto maior o ressentimento, maior o conflito, e quanto mais inimigos reúne, mais completo se sente”, assinala. “Fiz muitas coisas para criar uma dinâmica, um elemento de surpresa, de espontaneidade, e queria deitar abaixo quaisquer muros que existissem. O Joker é alguém que não respeita coisas como espaço pessoal ou limites”, acrescentou o ator.

David Ayer revelou que todas as tatuagens de Joker contam “uma história muito específica e as pessoas acabarão por decifrá-las e perceber o que está a acontecer mas é claro que elas são controversas, sempre que fazes algo novo é controverso”. “Relativamente ao desenvolvimento visual do Joker, queria um tipo que parece que teve uma história e que a veste. Este é um tipo com algumas façanhas e presença no mundo criminal e queria que ele parecesse um criminoso dos dias modernos. Queria que ele se parecesse com alguém que acreditamos que pudesse emergir do submundo atual”, enfatiza o cineasta. De realçar que Joker não faz parte do Esquadrão e a sua envolvência no filme é um dos mistérios mais bem guardados da produção da obra.

SS joker

Jared Leto é conhecido pela sua entrega total aos personagens que interpreta: conviveu com toxicodependentes reais por «A Vida não é um Sonho» (2000), engordou mais de 60 quilos para o seu papel em «Capítulo 27 - O Assassinato de John Lennon» (2007) e ficou com um corpo esquelético para o seu personagem em «O Clube de Dallas» (2013), papel que lhe rendeu o Óscar de Melhor Ator Secundário. É claro que, para interpretar Joker, Jared Leto imergiu por completo no “método”, apesar de o ator referir que não gosta muito do termo, por considerá-lo “uma palavra poluída. O que tento fazer é concentrar-me e comprometer-me tanto quanto possível para poder fazer justiça ao filme, à história, ao personagem e a todos os outros”. “Como ator, deixou-se cair por completo no abismo”, refere David Ayer. O ator encontrou-se com psiquiatras e pacientes reais para compreender a mentalidade sociopata. “Julgo que, quando aceitas um papel, tornas-te parte detetive, parte escritor e é a minha parte favorita de todo o processo, a descoberta e a construção da personagem. É muito divertido”. “Nunca sabes o que o Joker vai fazer a seguir. Era intoxicante não ter regras”, recorda.

Jared Leto esteve sempre em personagem durante as filmagens e há muitos episódios marcantes. Will Smith refere que “o Jared ficou totalmente como o Joker. A regra, normalmente, é nunca ser o Joker, mas ele definiu o tom. Ele não estava a brincar, era incrivelmente sério. Como ator, ele abalou-nos”. “Algumas vezes pode ser estranho, outras pode ser assustador mas, na maior parte do tempo, é simplesmente divertido. Tento não me rir, porque diz coisas hilariantes. O Jared é muito divertido, assustador e louco. Absolutamente louco. É realmente interessante trabalhar com alguém tão metódico porque não tinha trabalhado com alguém assim antes”, assinala Margot Robbie. Leto confessa que “foi desafiante” estar sempre em personagem mas também “divertido. O Joker tem um grande sentido de humor, dependendo da pessoa a quem perguntares”.

Jared Leto ofereceu ainda aos seus colegas de elenco umas prendas... curiosas: revistas pornográficas, preservativos usados e facas. Presenteou ainda Will Smith com uma caixa com balas e Margot Robbie com uma carta de amor acompanhada de um rato vivo. “O que o Jared fez é absolutamente incrível. Quando ele entra no set, o mundo pára. Tudo pára. O que ele fez é tão poderoso, ameaçador e palpável que consegues senti-lo. A equipa pára de trabalhar e fica simplesmente a vê-lo”, revela Ayer. Leto refere que Joker se tornou “numa pessoa real. Não sei se pessoa será a palavra certa. Penso que o Joker vive entre a realidade e outro plano”. “Para o Joker, a violência é uma sinfonia. Trata-se de alguém que retira uma extrema recompensa do ato de violência e manipulação”, concluiu.

Mídia

Modificado emsexta, 02 setembro 2016 01:48

Deixe um comentário

Certifique-se que coloca as informações (*) requerido onde indicado. Código HTML não é permitido.