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Actualizado às 1:09 AM, Dec 12, 2018

Indie Lisboa 2016 - O cinema português em foco

«Treblinka» de  Sérgio Tréfaut «Treblinka» de Sérgio Tréfaut

21 filmes concorrem (em programas separados de curtas e longas metragens) aos grandes prémios da Competição Nacional em 2016. «Estive em Lisboa e Lembrei de Você», de José Barahona, recria a história de um emigrante que troca Minas Gerais por Lisboa. Pedro Filipe Marques assina a sua segunda longa metragem, «O Lugar que Ocupas», uma reflexão sobre o trabalho de actor. «Paul», de Marcelo Felix, explora engenhosamente as fronteiras entre criação e objecto através de uma legendadora de filmes que mergulha na obra que tem em mãos. Sérgio Tréfaut está de regresso ao festival com «Treblinka», uma viagem guiada por Isabel Ruth à memória do holocausto, pelos caminhos férreos que ligam hoje Polónia, Rússia e Ucrânia.

Nas curtas metragens contamos com alguns regressos e vários realizadores em competição pela primeira vez. Leonor Teles regressa em modo activista e punk com «Balada de um Batráquio», vencedor do Urso de Ouro no festival de Berlim. Outros pequenos gestos, quase invisíveis, mas determinantes são o mote para «Live Tropical Fish» de Takashi Sugimoto. Algumas temáticas de dimensão espiritual e existencialista são abordadas por Jorge Jácome («A Guest + A Host = A Ghost»), Pedro Peralta («Ascensão») e Tiago Melo Bento («O Desvio de Metternich»). Um olhar sobre a juventude e a amizade, por vezes rebelde, por vezes doce, é traçado pelos filmes de Miguel Tavares («Rochas e Minerais») e Tomás Paula Marques («Sem Armas»), com espaço para a memória em «O Sul», de Afonso Mota e o vazio em «Heroísmo», de Helena Estrela Vasconcelos. O cruzamento de géneros e épocas aparece por Gabriel Abrantes e Ben Rivers («The Hunchback»), Filipa César («Transmission from the Liberated Zones») e Pedro Bastos («Cabeça de Asno»). A verdade e a mentira são colocadas em causa nos filmes de Simão Cayatte («Menina») e Mónica Lima («Viktoria») e o mistério de uma morte adensa as más-línguas em «Campo de Víboras» de Cristèle Alves Meira. A competição nacional completa-se com duas animações em tons sombrios, o negro da primeira guerra mundial por Filipe Abranches («Chatear-me-ia Morrer Tão Joveeeeem...») e o negro de uma casa abandonada em «Macabre», de Jerónimo Rocha e João Miguel Real.

A secção competitiva Novíssimos dá a conhecer os mais novos cineastas portugueses. É preciso estar atento aos filmes de João Viegas e Miguel Canaverde («Borda d'Água»), Bruno Leal (Hora di Bai), Jorge Vaz Gomes, («Jean-Claude»), Suzanne Barnard e Sofia Borges («Maxamba»), Rita Quelhas («A Minha Juventude»), Francisco Duarte («Não-Tempo»), Pedro Augusto Almeida («Prefiro Não Dizer») e Ana Mariz («Vigília»).

Na secção Director's Cut, o cinema “como extensão do olho humano” em «O Cinema que vê», de Beatriz Saraiva.

No IndieJúnior, três estreias portuguesas: «Dona Fúnfia – Volta a Portugal em Bicicleta», de Margarida Madeira, «Putos da Estrela», de Carolina Caramujo Machado e «Tempo para Pensar», realizado pelos alunos do 6.º ano Colégio Pedro Arrupe.

«Tecla Tónica», de Eduardo Morais, integra a secção IndieMusic e é um olhar sobre a história da música electrónica portuguesa, desde os seus primórdios na década de 1960 até ao panorama actual.

As Sessões Especiais incluem a estreia dos filmes «Cartas da Guerra», de Ivo Ferreira, «O Cinema, Manoel de Oliveira e Eu», de João Botelho, «A Vossa Terra», de João Mário Grilo (sobre a figura e pensamento de Gonçalo Ribeiro Telles), «A Ilha dos Ausentes», de José Vieira (um filme-ensaio sobre a emigração portuguesa em França) e «Os Cravos e a Rocha», de Luísa Sequeira (evocação da passagem de Glauber Rocha por Portugal no pós-25 de Abril).

IndieLisboa 2016

20 de Abril a 1 de Maio

Culturgest | Cinema São Jorge | Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema | Cinema Ideal

Fonte: Indie Lisboa

Mídia

«Cartas Da Guerra» de Ivo M. Ferreira

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