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Actualizado às 12:40 PM, Oct 22, 2019

Watchmen: chegou uma das séries do ano! (review)

Uma das séries mais aguardadas de 2019 tem estreia marcada para a madrugada desta segunda-feira na HBO Portugal. A METROPOLIS teve acesso aos seis primeiros episódios em primeira mão.

A série «Watchmen» é, em si mesma, uma falácia criativa. Por um lado, é aconselhável ter o contexto do filme de 2009 para perceber todas as camadas da história, já que, caso contrário, a perceção do ambiente narrativo não é completa e algumas referências e easter eggs caem em saco roto. Mas é esse contexto que mais penaliza a receção da série, uma vez que a trama idealizada por Damon Lindelof (criador de séries como «Perdidos» e «The Leftovers) estará provavelmente aquém das expetativas dos fãs para o que seria o seguimento da história. Algo que, todavia, não põe em causa a quantidade e potencial da série da HBO, com estreia marcada para 20 de outubro e com um episódio lançado semanalmente.

A série resulta de um spin-off da história já conhecida dos Watchmen, que surgiu na banda-desenhada em 1986-1987 e se popularizou sobretudo com o filme «Watchmen» (2009). À data do seu “nascimento” em papel, os Estados Unidos encontravam-se no rescaldo de uma luta defendida por poucos e em plena Guerra Fria, com futuro incerto. A ansiedade social era muita e o medo, na iminência de uma guerra nuclear, marcava o quotidiano. Na sua recriação utópica, os EUA ganham a Guerra do Vietname graças a um dos Watchmen, o Dr. Manhattan – com o país a tornar-se mais um estado – e, em 1985, um evento cataclísmico e fabricado une toda a gente por medo, adiando a aparentemente inevitável Terceira Guerra Mundial. «Watchmen» segue estes acontecimentos e coloca a sua ação no presente, em Tulsa.

Embora não reescreva totalmente a história americana, pega num dos acontecimentos mais polémicos de sempre: o massacre racial de Tulsa, em 1921, no qual extremistas brancos chacinaram os habitantes negros sem piedade. Este é, aliás, o ponto de partida da série, antes de se deslocar para o presente – e ao qual se vai inevitavelmente voltar. Os avanços tecnológicos e a fisionomia dos bairros são mudanças mais do que evidentes, mas o lado social parece ter ficado parado no tempo: o racismo continua bem marcado num clã local, que, ironicamente, usa máscaras de Rorschach. E nem um apoio recente de apoio às vítimas afro-americanas suaviza a crispação – quanto muito, aumenta-a.

Watchmen 3

Quem também esconde a cara, como os Watchmen 30 anos antes, é a polícia de Tulsa, na sequência de um ataque concertado aos agentes na “White Night”. Desta forma, protegem a sua identidade para garantirem maior segurança às suas famílias. Com nomes de código e fatos que lembram os Watchmen e os Minutemen (o grupo de justiceiros anterior, nos anos 40), os polícias são chamados à ação quando um clã racista volta ao ativo depois de uma interrupção breve. Em foco está Angela Abar (Regina King), uma detetive implacável nascida no Vietname, que finge ter abandonado a autoridade, mas está mais implacável do que nunca. É também o braço-direito de Judd Crawford (Don Johnson), o responsável do Departamento.

Esta breve sinopse resume ao que a série vem: o legado dos Watchmen não é ignorado, mas o seu lado social é ainda mais intenso, nomeadamente tendo em conta os casos de violência policial e do KKK contra afro-americanos. À exceção de um ou outro rasgo inspirado na realização, «Watchmen», a série, pouco tem a ver com o filme ligado ao seu passado.

A mais recente aposta da HBO podia funcionar perfeitamente sem qualquer conexão com os Watchmen ou os Minutemen – que, inclusivamente, são “caricaturados” numa série dentro da própria série, “American Hero Story” –, já que o seu foco é bem mais abrangente do que o original e as ligações “forçadas” poderiam ser substituídas por outras personagens. Em todo o caso, é um problema facilmente superável se as expetativas (e comparações com o filme/banda-desenhada) forem diminuídas. Um desafio que nem sempre é fácil de cumprir.

Watchmen 1

As questões políticas e sociais que marcam a narrativa são complexas e bem suportadas pelas personagens que as assumem: as histórias são bem elaboradas, o contexto é construído com cuidado e o mistério constante deixa o espectador em suspense para saber o que acontece a seguir. Na linha deste detalhe, Damon Lindelof não tem problemas em dedicar dois episódios (5 e 6) à contextualização do que foi visto até ali, preparando o conflito épico que se avizinha. Temas como a manipulação das massas e a orquestração de lutas – para serem vividas por quem se quer eliminar – continuam a pautar a estética de Watchmen, que revisita o passado com frequência para se enquadrar no presente.

Regina King é uma atriz de outro nível – dúvidas houvesse, e lá ia ela à estante buscar o Óscar que venceu este ano por «Se Esta Rua Falasse» (2019), bem como um Globo de Ouro e três Primetime Emmys. Depois de brilhar numa série apagada («Seven Seconds»), Regina tem finalmente espaço para crescer protagonista inesperada desta história de ação. Mas o elenco de luxo não fica por aqui: Jeremy Irons e Jean Smart dispensam apresentações e assumem as storylines secundárias mais importantes, sendo ainda de destacar a presença de Frances Fisher, Tom Mison, Tim Blake Nelson, Louis Gossett Jr. e um dos atores do momento, Yahya Abdul-Mateen II («Nós» (2019), «Black Mirror» e «Aquaman» (2018).

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In the Shadow of the Towers: Stuyvesant High on 9/11 - HBO

Realizado e produzido por Amy Schatz, vencedora de sete prémios Emmy® (Song of Parkland, The Number on Great-Grandpa's Arm e An Apology to Elephants, da HBO), IN THE SHADOW OF THE TOWERS: STUYVESANT HIGH ON 9/11 oferece uma perspetiva única de testemunhas oculares, os antigos alunos de Stuyvesant, sobre o trágico dia e sobre as suas consequências e estreia dia 12 de setembro, em exclusivo, na HBO PORTUGAL.

Quando as Torres Gémeas foram atacadas, a 11 de setembro de 2001, os estudantes estavam a começar o dia em Stuyvesant, o prestigiado colégio público especializado de Nova Iorque, a dois quarteirões do World Trade Center, onde se deu o ataque.

IN THE SHADOW OF THE TOWERS revisita os acontecimentos de 11 de setembro, através de conversas com oito antigos alunos de Stuyvesant que viveram o ataque enquanto adolescentes e cujas vidas nunca mais foram as mesmas. "As pessoas não falam sobre o facto de que havia lá crianças", diz Himanshu Suri. Os ex-alunos recordam um dia normal e ensolarado, um dos primeiros dias do ano letivo, subitamente interrompido por um desastre. "Mudou tudo naquele dia", conta Ilya Feldsherov, que na altura tinha 15 anos.

O título do filme descreve o caos daquele dia - testemunhar a queda dos aviões, fugir da nuvem de poeira proveniente do desabamento das torres e as angustiantes viagens para casa, muitas a quilómetros de distância, nos bairros periféricos da cidade, incluindo Queens, Brooklyn e Bronx.

Enquanto saíam para as ruas, os adolescentes iam tentando encontrar-se e manter-se juntos - especialmente os estudantes sul asiáticos, que rapidamente começaram a temer serem vítimas de raiva mal direcionada. Himanshu Suri e Taresh Batra lembram-se de ir a caminhar com jovens mulheres que vestiam hijabs/véus e de elas serem insultadas por homens na rua. Mohammad Haque, filho de imigrantes do Bangladesh, lembra-se de ter percebido que estava numa zona de guerra a partir do momento em que ligou ao pai, e que este lhe implorou para que "por favor, sobrevivesse".

Em representação de estudantes de várias comunidades imigrantes e de diversas origens, as testemunhas falam sobre as reações contra as minorias que sucederam ao ataque e as profundas amizades que acabaram por criar com os colegas de turma.

"Os meus pais não me deixavam sair de casa", lembra Mohammad Haque. “Tinham medo que alguém, de forma aleatória, e com alguma opinião ou ideia pré-concebida, descarregasse a sua raiva e frustração em crianças que eles achassem estar associadas a algo que consideravam ameaçador.” Sobre o regresso a Stuyvesant acrescenta, “só havia harmonia na nossa turma por causa do que passámos e porque percebemos que todos estavam a tentar aceitar-se uns aos outros."

O filme oferece um retrato em movimento de uma comunidade unida. "Estávamos tão perto", diz Liz O'Callahan, que reparou que ela e os colegas de turma "solidificaram relações que os levaram a conseguir seguir em frente".

Uma história sobre como foi ser um jovem no Ground Zero, o filme explora a forma como o 11 de setembro moldou a vida destes alunos e os seus sonhos para a América, e como continua a moldar o mundo hoje em dia.

The Righteous Gemstones: uma série absolutamente “diabólica”

Uma das comédias mais esperadas da HBO, «The Righteous Gemstones», chega finalmente ao catálogo na madrugada de segunda-feira. A METROPOLIS analisa o primeiro episódio.

Depois de «Eastbound & Down» e «Vice Principals», Danny McBride volta a aventurar-se como criador de uma série de TV, novamente com o selo da HBO, desta feita com «The Righteous Gemstones». A série retrata uma família peculiar, que tem feito carreira como televangelista: além de o patriarca ser um proeminente pastor evangelista, os Gemstones têm bastante destaque na televisão como figuras de revelo da sua religião. Juntar esta premissa ao histórico cómico de McBride tem tudo para ser uma receita de sucesso, que se torna ainda mais promissora ao contar no elenco, além do criador, com John Goodman («Roseanne»), Edi Patterson («Vice Principals») e Adam DeVine («Workaholics» e «Uma Família Muito Moderna»).

A linguagem e a construção do argumento são corrosivas e, apoiadas nos estereótipos e no preconceito social de algumas religiões, desmistificam a falsa noção de superioridade em que os Gemstones vivem. E à qual a sua comunidade religiosa cegamente se associa. Ao invés de contrariar essa estereotipazação, McBride alimenta-a. Tudo é apoiado por ideias preconcebidas e, ironicamente, tudo tem o potencial de correr mal. Da fama desmesurada à fraqueza da carne humana, sempre assente em preconceitos de género e poder, os Gemstones são uma comédia em si próprios. Também a realidade em que estão inseridos, onde a riqueza da família deriva diretamente da religião evangélica que professam, resulta numa crítica mordaz a essa mesma realidade fora da ficção.

The Righteous Gemstones4

Eli Gemstone (Goodman), o patriarca da família – que construiu o império com a mulher, entretanto falecida –, mantém laços bastante próximos com os três filhos, ainda que Judy (Patterson) assuma um papel muito secundário por ser mulher. Esta relação excessivamente próxima e manipulada, cujo impacto também é visível na comunidade religiosa, é o principal motor da crítica que McBride quer construir. Apesar de ninguém se enquadrar totalmente na visão de Eli, os filhos anulam-se para garantir o acesso à riqueza estabelecida dos Gemstones. E há mesmo uma competição entre pastores de outras localidades, com as tentativas de “franchise” a gerarem desconforto noutras congregações, devido ao mediatismo da família e à consequente disputa pelo dinheiro da comunidade...

As famílias televangelistas são comuns nos Estados Unidos, e também noutros países como o Brasil, pelo que o universo construído por Danny McBride é tudo menos inocente. Na sua base está a condição humana, independente da profissão e da religião dos intervenientes, que contrasta com a visão que a população tem dos Gemstones. Não há “santos” nem boas intenções em jogo, pelo contrário, e é essa caricaturização que sustenta a comédia de «The Righteous Gemstones», uma história bem construída, mas que certamente não escapará à polémica...

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Beforeigners | Estreia em Agosto | HBO Portugal

Um novo fenómeno começa a surgir em todo o mundo. Poderosos flashes de luz eclodem no oceano e pessoas do passado aparecem, vindas de três períodos de tempo diferentes: a Idade da Pedra, a Era Viking e o final do século XIX. Ninguém entende como é que isso é possível, e as pessoas do passado, chamadas de "beforeigners", não se lembram do que aconteceu.

Um par de anos depois, Alfhildr - que vem da Era Viking - alia-se ao agente da polícia, Lars Haaland, como parte do programa de integração do departamento policial. Ao investigar o assassinato de uma mulher com tatuagens da Idade da Pedra, Lars e Alfhildr fazem descobertas inesperadas.

O ator norueguês Nicolai Cleve Broch (Max Manus, Acquitted) interpreta o papel de detetive Lars Haaland, ao lado da finlandesa Krista Kosonen (Blade Runner 2049), que interpreta Alfhildr Enginnsdottir.

Este drama é composto por 6 episódios de 45 minutos. Todos os episódios são criados e escritos por Anne Bjørnstad e Eilif Skodvin (Lilyhammer). A série é realizada pelo aclamado cineasta Jens Lien (The Bothersome Man, Sons of Norway, Occupied).

Fonte: HBO Portugal

«Watchmen» HBO - trailer

Novela gráfica, filme e agora série. «Watchmen» é uma das próximas apostas da HBO, e centra-se numa história alternativa onde os super-heróis são tratados como foras da lei. Tendo em conta a popularidade da premissa, a série tem sido aguardada com grande ansiedade, ao que a HBO deu resposta com um elenco que promete ser de luxo. Assim, claro está, o argumento seja capaz de acompanhar o talento já existente na lista de atores.

«Share» HBO

Baseado numa curta metragem com o mesmo nome e premiado no Festival de Cannes, o filme dramático de Pippa Bianco, é protagonizado por Rhianne Barreto, no papel de Mandy, de 16 anos, que descobre um vídeo perturbador de uma noite da qual ela não se lembra e que tenta descobrir o que aconteceu e a razão para o seu esquecimento. Do elenco fazem ainda parte Charlie Plummer, Poorna Jagannathan, J.C. MacKenzie, Nicholas Galitzine, Lovie Simone e Danny Mastrogiorgio.

No Festival de Cinema de Sundance de 2019, Pippa Bianco recebeu o Prémio de Argumento Waldo Salt e Rhianne Barreto ganhou o Prémio Especial do Júri para Melhor Interpretação, ambos na U.S. Dramatic Competition. O filme foi ainda exibido este ano no MoMa, na noite de encerramento da Film Society of Lincoln Center’s New Directors/New Films Festival e, mais recentemente, exibido na seleção oficial do Festival de Cinema de Cannes.

SHARE é apresentado pela HBO Films e produzido pela A24 e Loveless; escrito e realizado por Pippa Bianco; produzido por Carly Hugo, Tyler Byrne e Matt Parker.

Fonte: HBO Portugal

«From Earth to the Moon» HBO - estreia

A HBO assinala o 50º aniversário da chegada de Apollo à lua, com a apresentação especial da série de drama, vencedora de um EMMY® e do Globo de Ouro em 1998, FROM THE EARTH TO THE MOON. Os 12 episódios que a compõem chegam em exclusivo, à HBO Portugal, no dia 15 de julho.

Para celebrar este aniversário, a 20 de julho, os efeitos visuais de definição padrão foram substituídos por novos efeitos visuais, baseados em modelos de referência da NASA.

As filmagens foram realizadas em mais de 100 locais diferentes, incluindo o Centro Espacial John F. Kennedy, em Cabo Canaveral, além de vários outros locais na Flórida, como o Naval Training Center e a Utility Commission (ambos em Orlando), bem como a Edwards Air Force Base e a Tustin Marine Air Corps Station na Califórnia, Anza Borrego State Park na Califórnia, e em Washington, a NASA permitiu o acesso da produção a muitas áreas e edifícios no Centro Espacial John F. Kennedy, que foram realmente usados ​​durante o programa espacial, incluindo as plataformas de lançamento, o edifício de montagem dos veículos, consultórios médicos da NASA e o Mercury Command Center (Mercury Mission Control).

Vencedora do Emmy® de melhor minissérie em horário nobre, FROM THE EARTH TO THE MOON é protagonizada por David Andrews, Adam Baldwin, David Clennon, Gary Cole, Matt Craven, Brett Cullen, Tim Daly, Cary Elwes, Sally Field, Dave Foley, Al Franken, Tony Goldwyn, Mark Harmon, Tom Hanks, Peter Horton, Chris Isaak, Tcheky Karyo, Daniel Hugh Kelly, Ted Levine, Ann Magnuson, DeLane Matthews, Jay Mohr, Elizabeth Perkins, Kevin Pollak, James Rebhorn, Stephen Raiz, Alan Ruck, Diana Scarwid, Peter Scolari, Nick Searcy, Grant Shaud, Lane Smith, Cynthia Stevenson, Jobeth Williams e Rita Wilson. Tom Hanks é o produtor executivo da minissérie, que conta ainda com produção de Brian Grazer, Rob Howard e Michael Bostick, da Imagine Entertainment.

Fonte: HBO

I Love You, Now Die - trailer

I LOVE YOU, NOW DIE explora a complicada relação entre Michelle e Conrad, com base em algumas das milhares de mensagens de texto que trocaram ao longo de dois anos para reconstituir o namoro deles e as suas trágicas consequências. Com acesso sem precedentes às famílias, amigos e comunidades, que foram afetados para sempre por este caso incomum, o documentário explora a natureza mutável do sistema de justiça atual, seguindo uma história que tem implicações mais amplas para a sociedade em geral, tanto online como na vida real. Um olhar completo sobre uma história bizarra, resultado de uma convergência mortal de doença mental, solidão e tecnologia.

Em julho de 2017, Michelle Carter foi acusada de homicídio involuntário pelo suicídio de Conrad. Em agosto de 2017, foi considerada culpada e começou a cumprir a pena de prisão de 15 meses, em fevereiro de 2019, após um recurso sem sucesso.

I LOVE YOU, NOW DIE inclui imagens do julgamento de Michelle Carter, onde os produtores tinham a única câmara permitida no tribunal e forneciam uma câmara de vigilância e gravação de vídeo projetados de forma a melhorar a segurança para este caso histórico. O documentário apresenta ainda entrevistas com pessoas chave da história, incluindo: a família direta de Conrad Roy; Joseph Cataldo, o advogado de defesa de Michelle Carter; Dr. Peter Breggin, especialista em defesa; detetives policiais; e jornalistas que fizeram uma cobertura extensiva do caso.

O documentário estreou no Festival de Cinema South by Southwest deste ano.

Fonte: HBO

 

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