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Actualizado às 3:58 PM, Jan 19, 2020

LEGO Star Wars: The Skywalker Saga - trailer

Para celebrar a estreia de Star Wars: The Rise of Skywalker e a aguardada conclusão à saga, espreitem LEGO Star Wars: The Skywalker Saga Sizzle. O próximo jogo da TT Games chega em 2020 e contém todos os nove filmes da saga Skywalker reimaginados com a jogabilidade e o humor icónico e irreverente LEGO.

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Blood & Truth™ na PlayStation®VR

Blood & Truth™ está repleto de tiroteios épicos e cenas de ação explosiva, esta aventura emocionante coloca os jogadores numa missão desesperante para salvar a família de Marks de um impiedoso barão do crime. Os jogadores terão que usar o que aprenderam nas forças especiais para escalar edifícios, entrar em instalações secretas e espalhar o caos, dispondo de uma variedade de poderosas armas de fogo contra inúmeros rufias armados.

De salientar que, graças ao PlayStation®VR, os jogadores poderão sentir as vibrações das armas, recarregar a arma com ambas as mãos, como se estivessem realmente a empunhar uma arma, e premir botões exatamente como na vida real.

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Mortal Kombat ™ 11 - trailer do jogo

A Warner Bros. Interactive Entertainment e a NetherRealm Studios lançaram o novo Trailer de Mortal Kombat ™ 11, introduzindo uma narrativa original que continua a saga épica da franquia. Em Mortal Kombat ™ 11, a vitória de Raiden sobre Elder God, Shinnok, atraiu a ira de Kronika e perturbou seu equilíbrio desejado entre o bem e o mal. Para restaurar a estabilidade nos reinos, o Kronika tem apenas uma opção - voltar ao início e reiniciar a História.

Através do imersivo story mode, diferentes épocas da rica história de Mortal Kombat ™ colidem quando os jogadores assumem o papel de uma variedade de personagens do passado e do presente que devem unir forças para derrotar os exércitos de Outworld de Shao Khan e resolver a crise temporal em jogo.

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Hitman 2 - How to Hitman - #1

O HITMAN 2 é a sequela do videojogo internacionalmente aclamado, HITMAN. Com locais hiper-detalhados, completamente novos e ambientes vivos para explorar, o HITMAN 2 oferece aos jogadores a liberdade de planear o assassinato perfeito utilizando uma variedade de ferramentas, armas, disfarces e uma variedade de técnicas furtivas para desencadear a sua própria corrente de eventos.

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Mundos Paralelos - Ruth Wilson

A série que pode repetir o sucesso de Game of Thrones na HBO é Mundos Pararelos, adaptação aos livros homónimos de Philip Pullman. No hotel dos Golden Globes, a britânica Ruth Wilson, uma das vilãs de serviço, conta tudo à Metropolis sobre a série e não esconde que queria e deveria fazer mais cinema.

Rui Pedro Tendinha , em Beverly Hills

É a primeira vez que está num projeto de fantasia. Será que encontrou alguma diferença em termos de método de representação?
A grande diferença passa por saber representar com o CGI. Logo no começo decidiu-se trazer técnicos de marionetas para nos ajudar a imaginar os nossos “demons”. De alguma forma, não foi a habitual bola de ténis pendurada num pau...Os animais dos “demons” são a nossa alma e absolutamente fundamentais no que toca à essência de cada personagem. São uma indicação sobre cada pessoa e têm qualidades humanas. Portanto, foi importante trazer humanos para sublinhar as marcações. Diria que a psicologia da minha personagem está muito ligada àquele macaco.

E a Ruth tem algumas qualidades símias?
Isso cabe a vocês perceber...Penso talvez mais para as qualidades felinas...Gostava de ter a aura de uma pantera negra. A sério, nem sei se tenho instintos símios, teria de perceber quais são mesmo os instintos dos macacos. Vejo-me muito como uma loba, uma loba solitária.

Tem alguma ideia porque razão as histórias do fantástico estão a dominar tanto a nossa cultura audiovisual?
Não sei, mas no caso do Philip Pullman uma pessoa olha para os livros e percebe o imenso grau de detalhe. Trata-se de um universo muito adulto, épico e filosófico. Trata-se de Literatura nada fácil e extremamente complexa. Conceitos como a máquina que nos obriga a dizer a verdade ou os próprios “demons” obrigam-nos a debater grandes ideias. Penso que His Dark Materials é tão complexo como qualquer drama humano. Estas histórias são para adultos e crianças, mesmo quando há montes de coisas que não compreendo. O Pullman fala do conceito do pecado e de toda a complexidade do bem e do mal. Com tempo, conseguimos agora explorar tudo o que ele escreveu.

E acredita que esta história de fantasia tem pernas que a liguem para a realidade?
Sim, sem margem para dúvidas. Como o Jack Thorne, o argumentista já disse, esta série tem uma mão cheia de personagens que querem ser grandes à conta de deixarem de ser bons. Sinto que atualmente vivemos numa fase em que nos deparamos com figuras que querem à viva força ser grandes, esquecendo-se de ser bons. A Lyra, no coração da história, representa tudo o que tem a ver com a bondade. Todas as suas escolhas passam por ser uma boa pessoa, fazer as escolhas certas. Neste momento, esquecemo-nos tanto desse comportamento... Mundos Paralelos é uma série muito relevante.

E terá impacto sob o ponto de vista dessa perceção?
Creio que sim. Estou a habituada a pensar que quando faço teatro, as poucas pessoas que vão ver as minhas peças, talvez fiquem tocadas. Se umas 4 ou 5 já ficarem, estou certa que já fiz a diferença. A arte é feita para desafiar as pessoas. Espero que hoje a arte ainda tenha um impacto sob as pessoas. O meu trabalho enquanto atriz passa por aí.

Sente que a indústria de entretenimento está unida nesse objetivo?
Difícil de dizer, mas claro que tudo o que envolveu o movimento #MeToo foi importante. Fez as pessoas reflectir sobre o que se entendia acerca de comportamento aceitável. E agora está a haver uma grande mudança. As pessoas estão a marcar posições, em especial as mulheres, coisa que não acontecia há uns tempos atrás. Se isto vai ser uma mudança a longo prazo, não sei...

Tem recebido propostas com personagens mais fortes, mais empoderados?
Sim, mas não sei até quando isto vai durar. Talvez seja melhor aproveitar...Mas essa mudança sente-se mais atrás da câmara do que à sua frente. O inegável é que existe uma energia que permite que se façam mais histórias escritas por e sobre mulheres. Isso é sensacional. As oportunidades estão a ser dadas...

Mas escolher uma mulher para ser 007 não é sinal de um extremo do politicamente correto?
Não sei, isso vai mesmo acontecer?! Se sim, acho óptimo? Porque não!? Fico encantada!!

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Muitas das suas cenas aqui são com a Daphne Keen, uma criança. Será que às vezes se esquece que ela não é uma adulta?
Tantas vezes, sou terrível nisso e passo a vida a dizer palavrões e a ter que colocar dinheiro de multa numa caixa. Mas a verdade é que ela é uma atriz brilhante e uma pessoa realmente profissional. O que é curioso é que tenho cenas em que sou mesmo mázinha para ela...No começo da rodagem disse-lhe que isso iria acontecer mas a Daphne está-se a marimbar - é uma durona! Encontrei uma atriz à minha altura. (risos)

Tem feito mais televisão do que cinema. Gostaria de equilibrar mais as coisas?
Sim, na verdade, sim! O meu desejo é mesmo trabalhar com cineastas de verdade. Sou fanática por cinema! Sou daquelas cinéfilas que ama os autores, mas que vai atrás das personagens e da narrativa. De vez em quando, sinto a necessidade também de subir a um palco porque sou uma atriz física, alguém que precisa soltar a voz e o corpo. Quero estar em todos os meios.

O que acontece quando vê uma atriz a representar um papel que poderia ter sido para si?
Tenho uma péssima memória mas já me aconteceu isso...Muitas vezes, o tempo passa e eu esqueço-me que poderia ter sido eu a ficar com aquele ou este filme. Nunca me aconteceu aquele sentimento de raiva de ter querido realmente estar naquele projeto, mas claro que um dia irá acontecer. Mas fico sempre intrigada com aquilo que cada ator traz para cada papel. Conto-lhe um segredo: gosto de todas as atrizes!

[Entrevista publicada na revista Metropolis nº72 - Novembro 2019]

Mundos Paralelos - LUCIAN MSAMATI

Parte muito importante da trama de «Mundos Paralelos», os “Gyptians” são comandados pela personagem de Lucian Msamati, um líder justo mas também bastante teimoso. John Faa e companhia vão ser muito importantes para o percurso de Lyra (Dafne Keen), a protagonista dos livros imaginados por Philip Pullman. Com a série super aguardada a chegar finalmente à HBO Portugal, o ator analisa a experiência e o que podemos esperar da adaptação de Jack Thorne.

Quem é o John Faa?
O John Faa é o rei dos “Gyptians” do Oeste. Ele tem uma relação duradoura e um grande respeito pelo Lord Asriel, porque ele sempre lutou pelos direitos dos “Gyptians”, ou pelos direitos dos outsiders. Quando começamos a história, ele não foi um rei guerreiro por uns tempos, mas, por causa dos eventos da história, tem de voltar ao ativo. Ele é forçado a pegar de novo no martelo e a “esmagar cabeças”.

Que tipo de homem é ele?
Eu diria que o John é um indivíduo forte. Ele é incrivelmente íntegro. Alguns diriam que ele é íntegro ao ponto de ser um pouco teimoso. Mas ele tem de ser um líder muito firme. Muito firme e justo, e é muito respeitado por todos. Também é uma espécie de figura paternal “não oficial” para toda a gente. É algo que tem a ver com o facto de ele ser uma espécie do líder não absurdo que todos gostaríamos de ter. Um homem que teve de fazer coisas com as mãos, que teve de as sujar para levar a cabo os seus objetivos. São pessoas sólidas, trabalhadoras. O lema delas é “trabalhos, fazemos as nossas coisas, respeitamos as leis; respeita-nos”.

Quem são os “Gyptians”?
Somos os outsiders. Penso que os nossos parentes mais próximos no mundo real são, obviamente, os Ciganos. Somos uma mistura de pessoas, culturas e backgrounds, que criámos uma cultura própria fora daquela que pode ser considerada a cultura mainstream. Vivemos de forma honrada e verdadeira à nossa maneira há muito, muito tempo. Mas houve sempre uma relação complicada entre os “Gyptians” e o resto da sociedade. Há muita suspeição à volta deles, em grande parte infundada, simplesmente porque são diferentes. As nossas hierarquias são diferentes, a nossa cor também é diferente. Somos uma família verdadeiramente global, olhamos uns pelos outros, tomamos conta uns dos outros. Também temos crenças espirituais muito fortes, que estão fora daquelas que são consideradas mainstream pela Autoridade. Temos séculos de história e muito orgulho nisso.

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Para quem possa não conhecer o primeiro livro que serviu de inspiração à série, em que mundo acontece?
Interessante. Bem, acho que acontece num universo paralelo que se parece muito com o nosso, mas que talvez por causa da história, cultura, religião, ficou preso nos anos 50. Imagina que o Movimento de Direitos Civis nunca tinha acontecido, por exemplo. Imagina que o Império Britânico se mantinha como antes. Ou que as liberdades políticas e religiosas estavam congeladas como eram no século XVIII, e não conseguíamos seguir em frente. Sim, é nesse mundo que estamos. É muito parecido com o nosso, mas parece atrasado 50, 60, 70 anos. E parece que vão passar outros tantos anos até ser capaz de avançar.

O que gostaste no argumento?
Bem, o principal motivo é que sou um grande fã do Jack Thorne. Tive o privilégio de trabalhar com ele anteriormente, então já sei que o seu nome é garantia de qualidade. Foi uma combinação perfeita entre o seu trabalho e o do Philip Pullman, acaba por ser um par feito no céu artístico. Sabia desde logo que ia ser um trabalho feito com uma fé e respeito incríveis pelo material, mas que também não teria medo de aproveitar as possibilidades da televisão. Há sempre uma luta com as adaptações literárias, porque estás a lidar com a imaginação de outra pessoa. Acho que as melhores adaptações, e mesmo que isso seja subjetivo, as melhores e mais bem-sucedidas adaptações são aquelas que apelam ao espírito das personagens, ao espírito da história. Estranhamente, é apenas quando vemos a adaptação que dizemos “Sim, o espírito está completamente ali”. Não nos importamos que o ator não seja parecido com aquilo que imaginámos, se o espírito da personagem estiver lá... Estou convencido!

Qual acreditas ser o “coração” desta história?
À medida que a tecnologia avança, sentimos que estamos na idade da ciência, na idade dos computadores. Tudo está a uma velocidade supersónica, mais e mais possibilidades, mais espaços que eram místicos ou mágicos estão a ser superados. Mas o mesmo não pode ser dito da nossa moral, das grandes questões sobre a vida, a morte, o humor, a honra. São as coisas eternas, vontades fundamentais que temos enquanto pessoas, e elas continuam sem resposta, pelo menos para mim. Estes livros falam sobre o momento em que uma criança se torna consciente. O momento em que percebemos que o mundo é mais do que aquilo que os nossos pais nos disseram. Quero dizer que é sobre a revolta da juventude, mas é mais do que isso. É mais sobre a fome de continuar: “Não, a dúvida e a fé coexistem, e isso é OK. Temos de desafiar os absolutismos”.

[Entrevista publicada na revista Metropolis nº72 - Novembro 2019]

«Chernobyl» - Jared Harris em entrevista

Jared Harris é o protagonista da série Chernobyl sobre a tragédia ocorrida na União Soviética, em 1986. Realizada por Johan Renck e com um elenco de luxo que inclui ainda Stellan Skarsgard e Emily Watson, a nova produção da HBO leva-nos aos dias terríveis do desastre nuclear. Conversámos com o ator britânico sobre a sua personagem, a rodagem e a relação com o realizador, as memórias do ator dos anos em que a tragédia ocorreu e as lições da história que todos devem retirar.

Fale-nos da sua personagem
Sou Valery Legasov, o cientista-chefe nas operações de limpeza e o tipo que tem de resolver a situação e “colocar a pandora na caixa”. Ele foi arrancado da sua vida normal de manhã, e colocado no pior sítio do mundo à tarde. Não é um herói. Se lhe perguntassem se preferia estar noutro sítio ele diria que sim imediatamente, mas compreende que terá de resolver tudo e não há hipótese de sair de lá até estar tudo tratado.

Apoiou-se em entrevistas e imagens da época para construir a personagem?
A União Soviética apagou muito do seu envolvimento e legado, mas existem algumas imagens que sobreviveram. Existe algo a destacar no tipo, mas isso não serviu para a nossa personagem.

A série começa com o seu suicídio. Porque acha que ele o fez?
Ele fê-lo no dia em que era suposto entregar outro relatório ao politburo, mentindo e dizendo que estava tudo bem. Queria que se soubesse a verdade, pois existia ainda um problema por resolver. Por isso o suicídio teve um propósito.

Como foi trabalhar com Stellan Skarsgard e Emily Watson?
Foi muito fácil, pois são ambos muito divertidos e acessíveis, e nada egocêntricos. Tentam fazer o seu trabalho o melhor possível, sem entrar em competição contigo. Fizemos companhia uns aos outros em Vilnius. Stellan (Skarsgard) adora comer bem, é um excelente cozinheiro e descobriu ótimos restaurantes. Tivemos grandes jantaradas bem regadas, onde partilhámos histórias sobre coisas incríveis.

E o Johan Renck como é?
Foi uma grande decisão ter um só realizador durante toda a rodagem. Desenvolves um método de trabalho e não tens de mudar com a mudança de realizador a cada episódio. Ele foi sempre muito franco e direto, sabia o que queria e trabalhou com a mesma equipa de câmara e de som e todos se conheciam uns aos outros e correu muito bem. Era uma equipa multinacional. Os operadores de câmara suecos, o departamento de som era francês, tínhamos assistentes ingleses, equipas lituanas. Estranhamente para filmes rodados na Europa, isso não acontece de forma frequente.

Como foi filmar no reator nuclear atual?
Esquisito. É muito sério. Há sempre um tipo à porta com uma metralhadora.

De que se lembra do tempo em que tudo aconteceu?
Lembro-me dos avisos sobre “ir à rua” em particular se fosse chover. estava em Londres na altura em que tudo aconteceu. Não podias beber leite. Pararam de vender cordeiro galês e foi quando o cordeiro da Nova Zelândia se tornou moda. Cada vez que há um desastre as pessoas abrem o seu Nostradamus e parece que ele tinha previsto Chernobyl. Desperta os lunáticos.

Houve alguma coisa que o chocasse ou surpreendesse agora que regressou à história?
Aquilo que mais me surpreendeu foi o heroísmo, sobre o qual não se ouve falar muito. Ouves dizer que uma tragédia enorme mas aquilo que ficou comigo da história foi a bravura das pessoas. Perceberam logo que não iam sobreviver, mas que teriam de fazer algo para evitar que a situação propagasse. As pessoas sacrificaram-se e essa parte da história não chegou ao Ocidente. Não fazia parte da narrativa que estavam a tentar impor sobre a União Soviética. Gorbatchov afirmou que aquilo determinou o fim da União Soviética – compreenderam que não podia haver uma guerra nuclear pois se deu tanto trabalho limpar tudo aquilo como é que podiam pensar em disparar aquelas armas? Destruiria o mundo todo.

Acha que é importante contar a história neste momento?
Sim. É uma história que serve de lição sobre má gestão. Acho que é sempre bom quando tens uma história que te leva a questionar aquilo que te foi contado. E aqueles que não têm culpa nenhuma do que aconteceu são sempre os que pagam o preço maior. Uma das obras na qual a série se baseia é “Voices from Chernobyl” e é impressionante tudo aquilo que as eles passaram, o que sofreram e o que perderam.

«Gentleman Jack» - Sophie Rundle em entrevista

É uma das protagonistas da série «Gentleman Jack», a história da lésbica victoriana que conseguiu um casamento com a mulher que amou numa altura onde a homossexualidade era o maior dos tabus. Uma aposta de Sally Wainwright para a HBO e BBC. Sophie Rundle é uma das protagonistas e a atriz confessou-nos que sem a HBO esta série não seria tão ousada...
(Rui Pedro Tendinha em Londres)

O sucesso de uma série como «Downtown Abbey» poderá ter ajudado a aposta da HBO e da BBC numa série de época como «Gentleman Jack»?
Sophie Rundle: Sempre houve séries dramáticas de período interessantes, séries que sempre funcionaram bem aqui na Grã Bretanha. É claro que «Downtown Abbey» abriu o apetite internacional e abriu as portas para mais séries do género. As pessoas agora estão à espera do próximo «Downtown Abbey». Já fiz muito material histórico e sinto que o público não se cansa disso.

«Peaky Blinders», onde é uma das estrelas, é uma série de época, mas bem diferente de «Downtown Abbey»...
SR: Sim, são séries que até representam as diferenças sociais das suas épocas. Gosto muito de mergulhar nestes mundos e gosto também de saber o que as pessoas usavam, qual a música que ouviam e porque razão. Sou curiosa...Por isso, podemos dizer que sou atraída para esse tipo de histórias.

Mas em «Gentleman Jack» temos uma personagem LGBT, coisa pouco vulgar neste tipo de ficção televisiva...
SR: Sim! É incomum! Esta série fala de personagens gay mas mais do que outra coisa, fala das suas histórias. O argumento não tenta divertir-se com essa particularidade, antes pelo contrário: tenta dar-nos a perceber o que poderia significar amar outra mulher. É excitante podermos entender a experiência de uma pessoa LGBT em 1832! Obviamente, precisávamos de alguém com o intelecto da Sally para criar esta série!

E sente que a série pode ter um impacto junto da comunidade gay?
SR: Espero que se apaixonem pela série! Foi feita com muito cuidado, respeito e uma grande inteligência! Nada aqui foi feito ao acaso ou de forma leviana! Foi também importante o facto de termos na equipa muitas lésbicas e homossexuais. Se era para falar sobre estas mulheres, achou-se que era importante termos as suas vozes presentes...Estou realmente orgulhosa em fazer parte de uma série “mainstream” que reflete o caso de amor de duas mulheres. É muito importante. «Gentleman Jack» é tudo menos vulgar, sublinho. Foi concebida com coração! Não fala só delas na cama, mas essencialmente das suas vidas e dos seus feitos. Penso que é uma peça de televisão assaz adulta!

Por outro lado, é uma co-produção entre a BBC e a HBO. Vamos notar aquela habitual ousadia que costumamos ver nas séries americanas criadas pela HBO?
SR: Sim, nesse cruzamento BBC-HBO, talvez se sinta isso...É uma série toda ela com muita confiança! A HBO deu mais espaço para a série respirar e torná-la provavelmente mais corajosa. «Gentleman Jack» arrisca bastante. Enfim, a HBO cria as melhores séries...

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E essa reunião HBO e BBC resulta mesmo?
Sim, fica uma grande equipa! A BBC é perita em fazer séries históricas e esse cruzamento com a HBO é perfeito.

A verdade é que todos estamos a ver televisão de uma nova forma, em particular através do streaming. Já agora, como consome ficção televisiva?
SR: Não sou muito fã de ver tudo de seguida, mas já me aconteceu... O meu padrão é ver logo dois episódios de uma vez. Por outro lado, vi recentemente a nova temporada de «True Detective» e fiquei tão absorvida que me apeteceu ver toda a série de seguida. Por outro lado, acho divertido esperar todas as semanas pelo próximo episódio – gosto da ansiedade. O que é mesmo porreiro nesta altura é que podemos escolher como vemos televisão.

E como lidou com o facto de representar quase sempre com corpete?
SR: Foi horrível! É apenas glamouroso nos primeiros dez minutos, depois foi só sofrer! Porém, ajuda imenso na maneira de nos movermos – já não conseguia sequer ensaiar nas minhas próprias roupas. Percebi que são verdadeiramente cansativos, ficava exausta. Uma pessoa sente-me mesmo apertada! Devo dizer que não era nada fácil respirar fundo...Usava o corpete das sete da manhã até às sete da tarde. Agora até fiquei com uma cicatriz aqui perto das costas após um dos espartilhos soltar-se e me cortar...

A sua Ann Walker e Anne Lister foram mulheres que não ficaram famosas historicamente. Tem alguma teoria para explicar isso?
SR: Eram mulheres extraordinárias e demasiado avançadas para a época. Creio que as pessoas ficaram chocadas e quiseram-nas esquecer...A Anne Lister era falada como se fosse uma figura de mito e a Ann sabia bem que ela era alvo de muitos comentários. O povo tratou a Anne Lister como uma estrela de rock, mas nunca percebeu se a amava ou a odiava...

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Concorda com Olivia Colman quando esta diz que é mais fácil beijar uma mulher num filme do que um homem?
SR: Nem sabia que ela tinha dito isso! Fabuloso!!! Mas não concordo: é também assustador! Trata-se de uma experiência esquisita! Uma pessoa está sempre a pensar que não é o nosso marido quem estamos a beijar e ainda por cima estão uma série de pessoas a ver-nos! Por outro lado, pensando bem, com uma mulher talvez haja algum tipo de conforto...No geral, fazer cenas sexys em frente a uma câmara é simplesmente estranho. Quem disser o contrário está a mentir.

Depois do sucesso de «Peaky Blinders» e de todo o falatório em torno de «Gentleman Jack», o cinema é uma possível via para si?
SR: Sim, claro, mas estou naquela de achar que o melhor é mesmo aquilo que surgir... Acontece que trabalho na televisão britânica e acredito mesmo nela. Gosto muito da ficção que aqui se faz! Adoro a maneira de se contarem histórias através de longas temporadas, é muito bom poder ficar com uma personagem durante muito tempo. Poder fazer oito horas com a mesma personagem é algo que me transmite qualquer coisa de imensa profundidade. Claro que se um filme simpático aparecer pelo meio caminho, não hesito. Sou uma atriz que acredito sobretudo em projetos, seja em televisão, seja em cinema.
Está a dizer-me que os seus agentes não estão com aquele discurso de que agora deveria fazer cinema em seguida?!
As pessoas pensam que os atores têm uma estratégia definida de carreira mas isso não existe! Tem tudo a ver com o destino.

Não tem nenhum objetivo de carreira?
SR: Não acredito nisso! Sou adepta de deixar as coisas acontecerem e isso é o melhor. Nesta altura, é muito agradável poder trabalhar aqui em Londres, em casa...

«A Despedida» - trailer

Nesta divertida e inspiradora história, baseada numa mentira de verdade, Billi (Awkwafina), nascida na China e criada nos EUA, regressa relutantemente a Changchun para descobrir que, embora toda a família saiba que a sua adorada avó Nai Nai tem poucas semanas de vida, decidiram em conjunto não contar nada à própria Nai Nai. Para garantir a felicidade dela, reúnem-se sob a alegre fachada de um casamento acelerado, unindo membros da família espalhados pelo estrangeiro. Ao navegar pelo campo minado das expectativas e convenções da família, Billi descobre que há muito para celebrar: uma oportunidade para redescobrir o país que deixou em criança, o maravilhoso espírito da avó e os laços que se mantêm, mesmo quando muito fica por dizer. A DESPEDIDA é uma celebração sincera, não só da forma como interpretamos a família, mas também da forma como a vivemos, construindo magistralmente uma representação delicadamente bem-humorada de uma boa mentira em ação.

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«Um Lugar Silencioso 2» com Emily Blunt

Após os eventos mortais ocorridos em casa, a família Abbott (Emily Blunt, Millicent Simmonds, Noah Jupe) terá agora que enfrentar os terrores do mundo exterior enquanto continua a lutar em silêncio pela sobrevivência. Forçados a arriscarem-se no desconhecido, rapidamente percebem que as criaturas que caçam pelo som não são as únicas ameaças que se escondem além do caminho de areia.

Mistério e suspense são novamente os ingredientes principais de ‘Um Lugar Silencioso 2’, escrito e realizado por John Krasinski, que conta novamente com Emily Blunt (vencedora de um Globo de Ouro) e com os jovens atores Millicent Simmonds (‘Wonderstruck: O Museu das Maravilhas’) e Noah Jupe (‘Wonder – Encantador’) no elenco principal. Ao elenco do primeiro filme junta-se Cillian Murphy (‘28 Dias Depois’, ‘A Origem’, ‘O Cavaleiro das Trevas Renasce’) e Djimon Hounsou (nomeado para dois Óscares – ‘Diamante de Sangue’ e ‘Na América’).

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Jennifer Hudson é Aretha Franklin em «RESPECT»

‘RESPECT’ é a primeira longa-metragem autorizada baseada na vida de Aretha Franklin. O filme retrata a notável história verídica da vida da artista- de uma criança que cantava no coro da igreja do pai, até ao estrelato internacional.

A atriz vencedora de 1 ÓSCAR Jennifer Hudson foi escolhida pessoalmente por Aretha Franklin para a interpretar no filme, conforme anunciado na Cerimónia dos Grammys de 2018, antes da morte da cantora, no final do ano passado. A banda sonora contará, exclusivamente, com músicas icónicas, incluindo ‘Respect’; ‘I Say A Little Prayer’ e ‘(You Make Me Feel Like A) Natural Woman’.

A reinvenção de ‘Respect’ de Otis Redding por Aretha Franklin, como um hino feminista, transformou-a num dos ícones dos direitos civis e dos movimentos das mulheres. O seu impacto cultural foi sentido ao longo de toda a sua carreira, desde o canto nos serviços fúnebres de Martin Luther King até a apresentação de três novos presidentes.

Realizado por Liesl Tommy (da série de TV ‘The Walking Dead’) e com argumento de Tracey Scott Wilson (da série de TV ‘The Americans’), ‘RESPECT’ conta ainda com um elenco de estrelas, incluindo Mary J. Blige (no papel da cantora Dinah Washington), Forest Whitaker (como pai de Aretha, o reverendo CL Franklin), Marlon Wayans, Audra McDonald, entre outros.

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«007: Sem Tempo para Morrer» - trailer de lançamento

Já é conhecido o primeiro trailer de ‘007: SEM TEMPO PARA MORRER’. O 25º filme da saga 007 marca o regresso de Daniel Craig ao papel de James Bond e chega aos cinemas a 8 de abril de 2020, com distribuição em Portugal pela NOS Audiovisuais.

Em ‘007: SEM TEMPO PARA MORRER’, James Bond deixou o serviço ativo e está a desfrutar de uma vida tranquila na Jamaica. Mas a sua paz termina rapidamente quando o seu velho amigo Felix Leiter, da CIA, aparece com um pedido de ajuda. A missão de resgatar um cientista raptado acaba por ser bastante mais traiçoeira do que o esperado, o que leva Bond a perseguir um misterioso vilão, armado com uma nova tecnologia perigosa.

Produzido pela Eon Productions, de Albert R. Broccoli em parceria com a Metro Goldwyn Mayer Studios, ‘007: SEM TEMPO PARA MORRER’ foi realizado por Cary Joji Fukunaga e marca o regresso de Daniel Craig ao papel de James Bond 007.

Esta é a quinta vez que o britânico Daniel Craig interpreta o papel de 007, depois de ‘Casino Royale’ (2006), ‘Quantum of Solace’ (2008), ‘Skyfall’ (2012) e ‘Spectre’ (2015).

O papel de vilão foi entregue ao norte-americano Rami Malek (Óscar de Melhor Ator em ‘Bohemian Rhapsody’), sendo que do elenco fazem também parte, entre outros, a atriz francesa Léa Seydoux (‘007 Spectre’) o ator britânico Ralph Fiennes no papel de ‘M’ e ainda, Lashana Lynch, Ben Whishaw, Naomie Harris, Jeffrey Wright ou Christoph Waltz, que regressa ao personagem Blofeld de 007 Spectre. Neal Purvis e Robert Wade, voltam a assinar o argumento, em colaboração com Cary Joji Fukunaga e Phoebe Waller-Bridge.

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