Page 203 - Revista Metropolis nº128
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FRANKENSTEIN
tuosa do universo da música erudita o rodeiam (Burning Angel, Mother Love, Victor & Elizabeth) e, mais tar-
como a violinista norueguesa Eldb- Dies). Com naturalidade, também a de, com um intuito irónico, durante
jørg Hemsing, uma das mais notáveis Criatura (Jacob Elordi) ganha direito a repugnante sequência do des-
solistas da atualidade. Desplat com- a uma contrastante e soberba figura membramento de cadáveres (Body
põe dois temas para o protagonista, musical que irrompe com veemên- Building). Em suma, música grandi-
Victor Frankenstein (Oscar Isaac): o cia (Lecture, The Tower) e que vinca o loquente e cheia de garbo digna de
primeiro, uma supereminente figura seu aspeto macabro e grotesco. uma nomeação a um Óscar. Desplat
melódica de sete notas que domina concorria aqui a uma terceira esta-
a partitura desde o início (Frankens- Desplat explora também o concei- tueta, contando já com um total de
tein, Explosion, Victor's Tale, William to da valsa, género musical cultiva- 12 nomeações. É obra. O extenso
and Father, The Castle, Awakening, do com frequência nas suas bandas álbum - conta quase 105 minutos
Fire) e que capta a sua índole obses- sonoras, primeiro como forma de de música original - tem o selo da
siva, e um segundo, mais terno, que alusão ao sentimento de Victor para Mutant em parceria com a Netflix
exprime a sua afeição aos entes que com Elizabeth (Mia Goth) (Victor in Music. bernardo sena

