Page 3 - Revista Metropolis nº128
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METROPOLIS
DIRECTOR PAUL THOMAS ANDERSON
Jorge Pinto
EDITOR +
Tiago Alves RYAN COOGLER
EDITORA DE TELEVISÃO
Sara Quelhas
EQUIPA 1. «Batalha Atrás de Batalha», de Paul Thomas Anderson, e «Pecadores», de Ryan
C
Catarina Maia Coogler, dominaram a 98ª cerimónia dos Óscares — o primeiro com seis estatuetas
M
Bernardo Sena douradas (incluindo a de melhor filme de 2025), o segundo com quatro. Com uma
Hugo Gomes coincidência que está longe de ser secundária: a sua consagração passou pela
Y
Inês N. Lourenço
CM vitória nas categorias de argumento — adaptado com Anderson, original no caso
João Lopes de Coogler. Não será uma “fórmula” obrigatória, mas é um sintoma que importa
MY
João Garção Borges valorizar: alguns dos cineastas marcantes da actualidade (com ou sem Óscares)
CY
João Antunes são também narradores cujo trabalho começa, com frequência, na escrita dos
CMY
José Vieira Mendes seus argumentos. Ou ainda, para utilizarmos uma bela expressão primitiva: são
K
Marco Oliveira contadores de histórias.
Marisa Vitorino Figueiredo
Nuno Antunes 2. A nossa especial atenção a um filme como «Projecto Hail Mary», tema de capa
Rodrigo Fonseca deste nº 128 da METROPOLIS, não é estranha, precisamente, às actuais dinâmicas
Rui Pedro Tendinha das histórias que os filmes contam. Afinal, a aventura galáctica protagonizada
Sara Afonso por Ryan Gosling vem mostrar que até mesmo no território da ficção científica,
Sérgio Alves tão marcante nas últimas décadas, a imaginação (narrativa, justamente) pode
Susana Bessa continuar a superar as suas próprias fronteiras. Além do mais, valorizando de forma
Tatiana Henriques inteligente e inventiva as potencialidades dos ecrãs IMAX.
online
Teófio Martins 3. Mantendo a sua atenção aos grandes eventos do cinema mundial, a
edição internacional METROPOLIS apresenta também um balanço do Festival de Berlim. É o primeiro
Nuno Vaz de Moura (editor) do clássico tríptico anual que, a seu tempo, será completado por Cannes e Veneza
(em maio e setembro). A sua importância artística e comercial — numa dialéctica
capa entre criação e mercado que, para o melhor e para o pior, marca todo o universo
Bruno Rasquinho cinematográfico — é tanto maior quanto os festivais de cinema passaram a ser
copyright também uma câmara de eco das interrogações que pontuam o trabalho não
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joão lopes
MARÇO 2026 - NÚMERO 128
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