Page 17 - Revista Metropolis nº128
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perança» (1977) e que ainda hoje gumento adaptado de Drew God- contrário do soft sci-fi, em que a © 2025 AMAZON CONTENT SERVICES LLC. ALL RIGHTS RESERVED.
perdura, conquistando gerações dard, que recebeu a nomeação ao ficção científica é usada para de-
de fãs pelo caminho. Óscar de Melhor Argumento Ad- bater temas sociais, psicológicos
aptado. “Esta é a história de duas ou políticos, como acontece nas
«Perdido em Marte» (2015), de Ri- pessoas muito diferentes, vindas sagas Dune ou Star Trek. Nos ca-
dley Scott, é também uma valoro- de extremos opostos da galáxia, sos de filmes hard sci-fi, falamos
sa adição a este conjunto de obras, que, através da ciência, do ensino, de cenários teoricamente pos-
reunindo sete indicações aos Ós- da empatia e da compaixão, tra- síveis, seja agora ou num futuro
cares, numa abordagem intimista balham em conjunto para salvar próximo, como «2001: Odisseia
de um cientista a tentar sobre- o universo”, assinala o argumen- no Espaço» ou «Interstellar», mas
viver em Marte, sustentada por tista. também os sólidos «Relatório Mi-
uma carismática e segura inter- noritário» (2002) e «Ex Machina»
pretação de Matt Damon. O filme A obra enquadra-se no subgénero (2014). Em todos os casos, a ciên-
baseia-se no romance homónimo hard sci-fi, onde o foco principal é cia ou a tecnologia são a força mo-
escrito por Andy Weir, com ar- a precisão científica e técnica, ao triz das narrativas.
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