Page 22 - Revista Metropolis nº128
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Y AMIZADE CÓSMICA
O HAIL MAR Na sua missão, Grace poderá que encontrem uma forma de co- dido em Marte» foi que não pre-
também contar com uma ine-
municarem entre si para que pos-
cisamos de simplificar a ciência”,
sperada e fascinante amizade:
sam trabalhar em conjunto.
assinala o argumentista Drew
que se comunica através de no-
com a ideia de ter de a simplific-
JET Rocky, um corajoso alienígena No livro, muita da narrativa de- Goddard. “Estávamos apavorados
ar para o público em geral, mas o
senvolve-se na mente de Grace,
tas musicais. Aqui, encontramos
que descobrimos foi exatamente
algumas similitudes com «O
com o leitor a acompanhar as
O Primeiro Encontro» (2016), que suas memórias à medida que es- o contrário. O público adorou o
também colocava a comunicação
tas regressam em fragmentos.
facto de a ciência ser complexa e
PR no centro da narrativa. A obra É uma abordagem que funciona desafiante.”
foi particularmente profícua a muito bem em livro, mas, como Rocky foi também um dos maiores
CIAL um nível filosófico, através da está na componente visual: se a desafios da produção para con-
funciona em filme? A resposta
abordar o tema, elevando-o a
seguir concretizar uma inventi-
personagem descobre como solu-
importância da linguística e do
impacto do contexto cultural na
va representação visual da per-
cionar algo, o público visualiza
ESPE interpretação. Tal como Grace, isso mesmo, tirando partido das sonagem. No livro, a entrada de
descobertas científicas. “Uma das
Rocky é um choque visual, desde
Rocky também procura salvar o
a sua gigantesca nave espacial
coisas que aprendemos com «Per-
seu próprio planeta e é crucial

