Page 20 - Revista Metropolis nº128
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Y A UNIÃO FAZ A FORÇA
O HAIL MAR Tal como acontece no filme, “duas Em «Projeto Hail Mary», a referida espaciais no cinema, Wood optou
nave é construída por várias nações
cabeças pensam melhor que uma”
por introduzir tecidos e isolantes
reuniu-se em torno do projeto. Se
a incorporação de materiais macios
Wood procurou seguir este ímpeto
JET e, neste caso, uma vasta equipa com pouco tempo para trabalhar e como elementos estruturais, com
nas paredes.
narrativo. “Cada cápsula por onde
a humanidade construísse uma
se passa transmite uma sensação
nave espacial para se salvar da
O extinção, como é que esta seria? muito diferente, porque cada uma O foco do filme não é tanto na re-
delas foi construída por uma nação
sistência, mas no poder da colabo-
A questão começou a ser explora-
PR da por Charles Wood, diretor de diferente na nossa história. Isso ração, assentando no facto de que,
arte da obra, que já trabalhara em permitiu que as cores e os materi- muitas vezes, precisamos uns dos
CIAL ia» (2014) e «Vingadores: End- tornarem meramente decorativos”, sobretudo, esperança. Foi também
outros para encontrar a solução. E,
ais se tornassem expressivos sem se
filmes como «Guardiões da Galáx-
game» (2019), dois dos melhores
revela. Assim, em vez do minimalis-
esse o tom inspirador para a criação
da banda sonora, a cargo do com-
filmes do Universo Cinematográf-
mo metálico, recorrentemente usa-
ESPE ico Marvel. do para a representação de naves positor Daniel Pemberton, nomea-

