Page 23 - Revista Metropolis nº128
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até à sua aparência semelhante a que “foi incrível como mudanças um velho avarento, um labrador
uma rocha e a uma aranha, e na tão subtis no tamanho da cara- cheio de energia e um rapaz de 14
comunicação entre ambos através paça de Rocky, na espessura dos anos profundamente ansioso”.
da matemática e do som que par- seus braços e nas proporções en-
tilham. Goddard optou por focar tre os braços e os antebraços po- “Fiquei sozinho diante das
menos no espetáculo e mais na diam alterar a sua personalidade câmaras durante muitos meses,
própria evolução da amizade, bem de forma tão drástica”. A person- por isso, assim que chegámos à
como na transformação que a agem é animada pelo marionet- parte do Rocky, fiquei muito aliv-
mesma provoca no próprio Grace. ista James Ortiz e a sua equipa, iado por ter companhia. Tal como
“A questão é que ele tem de apren- que estiveram presentes em to- tudo neste filme, isso refletia a
der o que significa ser altruísta. das as cenas de Rocky. Ortiz dá história.” “Rodámos esses mo-
Queríamos mostrar esse proces- também voz à personagem, que mentos que nunca teriam acon-
so”, diz o argumentista. tem grande destaque na história, tecido se o Ryan estivesse a falar
dividindo a cena com Grace. “O com uma bola de ténis”, considera
Neil Scanlan, responsável pelo Rocky tem uma inteligência de Miller. “Há realmente algo de es-
Design de criaturas, vencedor génio”, diz. “É um inventor e um pecial nisso, e, quando acontece
de um Óscar por «Um Porquin- engenheiro, mas acho que, no algo invulgar, o Ryan reage de for-
ho Chamado Babe» (1995), conta fundo, é uma mistura genética de ma sincera e instintiva”.
METROPOLIS MARÇO 2026

