Page 25 - Revista Metropolis nº128
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embora contasse com um real-     acava o potencial da engenho-
            izador em estado de graça — foi   sidade humana. “É uma viagem
            a primeira obra de Damien Cha-   verdadeiramente épica. E o Ry-
            zelle a seguir ao enorme sucesso   land Grace não é, de forma algu-
            «La La Land: Melodia de Amor»     ma, estoico. Não é corajoso no
            (2016) —, e com Gosling e Claire   sentido tradicional da palavra e
            Foy (vencedora  de dois prémios   não tem quaisquer ilusões de ser
            Emmy pela série «The Crown»      um herói. Mas continua a ten-
            (2016-2023)) nos papéis princi-  tar”, assinala Gosling. “O Grace
            pais, defraudou algumas expec-   é uma pessoa completamente co-
            tativas.                         mum, como qualquer um de nós.
                                             Não  é  um  super-herói,  nem  um
            Em «Projeto Hail Mary», Gosling   astronauta, apenas uma pessoa
            é Ryland Grace, que, para cum-   normal. Com o tempo, torna-se
            prir a sua missão, terá de resolv-  alguém capaz de um sacrifício ex-
            er vários problemas através da   traordinário. Essa jornada emo-
            ciência, seguindo o exemplo de   cional é a espinha dorsal”, salien-
            «Perdido em Marte», que dest-    ta Amy Pascal.







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