Page 152 - Revista Metropolis nº128
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UM SINAL SECRETO
A publicação parcial dos ficheiros Epstein nos EUA, em síaca que é a sua propriedade e as acompanhantes são
2026, onde se levanta mais um pouco do véu medonho todas jovens e atraentes, mas quando começam a dialo-
dos atos que o multimilionário e amigos fizeram com gar umas com as outras, apercebem-se de que todas elas
as suas vítimas de adolescentes a mulheres através do são pessoas normais e insignificantes face a esses titãs
grooming. Ao vermos «Sinal Secreto», uma bela surpresa da indústria. Quando desaparece a melhor amiga de Fri-
realizada por Zoë Kravitz — atriz e agora promissora da, a trama complica-se; a partir daí o mundo fica inver-
realizadora —, ela revela, na sua obra de estreia, um pa- tido num daqueles twists incríveis que provavelmente
norama digno da ilha de Epstein. deixariam Epstein e companhia com vontade de pedir
Frida (a talentosa e expressiva Naomi Ackie) deseja um direitos de autor… Um filme bem interpretado, um elen-
lugar ao sol, é pobre e não tem onde cair morta. Frida, co secundário com pequenos, mas bons apontamentos.
quando está a trabalhar como empregada num evento E Channing Tatum, mesmo em velocidade cruzeiro,
de ricos e famosos, faz-se passar, com a sua amiga, por quando chega ao clímax, apresenta-se uma persona géli-
uma convidada e subitamente estabelece uma conexão da e assustadora. Zoë Kravitz assinou o argumento com
com o anfitrião. Slater (Channing Tatum) é um milioná- E.T. Feigenbaum numa história que por vezes parece tão
rio das novas tecnologias e tem uma reputação de bad errática quanto a própria realidade de um mundo cada
boy, mas diz estar renascido para o mundo após peni- vez mais desigual, em que os ultra-ricos comportam-se
tenciar os seus pecados… Onde é que já ouvimos isto? como bestas no seu estado mais primário, tratando os
Slater e os seus amigos vão todos para uma ilha paradi- desfavorecidos como carne para canhão. JP
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