Page 62 - Revista Metropolis nº128
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A K
KILL BILL: TODA A
OBRA SANGRENT
Nem os homens se medem aos destinada a obliterar um dos maus da
palmos, nem os realizadores pela fita, o “Snake Charmer”, que veremos
duração dos seus filmes. Na verdade, rodeado e coadjuvado por um grupo
Quentin Tarantino sempre nos habi- de vilões, qualquer deles gente do
tuou a versões mais ou menos longas piorio. crítica JOÃO GARÇÃO BORGES
das suas obsessões cinematográficas
que, segundo rezam as lendas da His- Tudo começou em 2003 com «Kill Bill:
tória do Cinema com H e C grandes, Volume 1» e depois em 2004 com «Kill
ou as histórias com h pequeno que Bill: Volume 2». Não obstante esta
servem para embrulhar as estratégias separação, o realizador e argumen-
de marketing, adquiriu nos anos de tista sempre considerou estas duas
juventude durante os quais consumiu partes, divididas por questões comer-
uma série infindável de exploitation ciais, como um só filme. E foi assim
movies. Entre eles, alguns estão na que em 2006 decidiu reunir as duas
base da saga de vingança sanguiná- faces da mesma moeda numa única
ria associada a essa palavra de ordem aventura. Entretanto, para além de
que ressoa no ar, “Kill Bill”, missão alguns visionamentos relativamente
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