Page 34 - Revista Metropolis nº128
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© JOSEPHINE FILM HOLDINGS LLC  A BERLINALE FOI POLÍTICA. O ADN É TRAMADO!


















                                             Relutantemente político, o Festi-  para «Salvation» do também tur-
                                             val de Berlim foi melhor do que se   co Emin Alper, nem de propósito
                                             pensava. Uma mão cheia de bons   os filmes mais “políticos” da com-
                                             filmes numa edição que pode dei-  petição.  Ou  seja,  Wenders  tinha
                                             xar marcas acerca da ativação das   pedido para os cinemas não se
                                             causas políticas. «Yellow Letters»,   contaminarem pela política, mas
                                             de Ilker Çatak, foi o triunfador   quis filmes que protestassem con-
                                             justo. texto rui pedro tendinha  tra a falta de liberdade na Turquia.

                                             O que saiu de um festival que quis   Ainda assim, a Berlinale estava
                                             se afastar da política e a mesma se   cheia de filmes com os tópicos da
                                             tornou protagonista? Nesta Berli-  vida, histórias do quotidiano, ca-
                                             nale, a resposta foi dada pelo pró-  sos  de  família.  De  forma  casual,
                                             prio júri que não seguiu o seu presi-  ou não, a heterogeneidade parece
                                             dente, Wim Wenders, e deu o ouro   ter sido o vínculo mais comum.
                                             a «Yellow Letters», de Ilker Çatak
                                             e o Urso de Prata Grande Prémio   Quando escrevo esta crónica, já


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